terça-feira, 17 de julho de 2012

Avaliação de SiCo's: o que é

Avaliar é determinar o valor de um artefato com base em certos critérios. Para o caso de softwares, a avaliação é, a princípio, uma verificação das capacidades do sistema em atender àquilo que lhe foi requisitado. 

POR QUE AVALIAR A INTERFACE?

Da mesma forma que os testes de funcionalidades são necessários para se verificar a robustez do software, a avaliação de sua interface é fundamental para que sua qualidade de uso seja analisada [Preece et al.,2005], já que ela  é a parte do sistema com que o usuário entra em contato para executar ações desejadas no sistema.


             Fonte: http://www.userexpertise.com

DIFICULDADES PARTICULARES DE SICOs

No caso de Sistemas Colaborativos, a avaliação é especialmente difícil por uma série de razões, incluindo o efeito do comportamento e da personalidade dos membros do grupo; além das dinâmicas sociais, econômicas e políticas que os envolvem



                                                                  


Há ainda a grande importância do tempo nesse tipo de avaliação, já que as interações do grupo podem desdobrar-se em dias ou até mesmo semanas. Dessa forma, é necessário se identificar, sobretudo, quais aspectos devem ser avaliados, assim como os métodos a serem utilizados para a sua avaliação [Baker et al., 2001]. 


                                          
                                    IDEIA DE SICOs SENDO ACESSADO POR DIFERENTES DISPOSITIVOS E EM DIFERENTES MOMENTOS                                                                              
                                                                                  Fonte: http://sistemasupa2.blogspot.com.br 


Cabe aos métodos de avaliação de Sistemas Colaborativos distinguir então problemas causados pelo projeto da interação humano-computador (IHC) daqueles existentes em contextos sociais.

POR QUE MÉTODOS PARA SISTEMAS MONO-USUÁRIO NÃO FUNCIONAM?

Por não considerarem todas as dimensões de interação que existem em aplicações de grupo, os métodos de avaliação de aplicações mono-usuário não são suficientes para avaliar Sistemas Colaborativos [Grudin, 1994b], Gutwin & Greenberg [2000]p, [Preece, 2000], [Baker et al., 2002].

REFERÊNCIAS:

Preece, J.; Rogers, Y. & Sharp, H. (2005). Design de interação: além da interação homem-computador. Bookman: Porto Alegre, RS.

Baker, K.; Greenberg, S. & Gutwin, C. (2001). Heuristic evaluation of groupware based on the mechanics of collaboration. Lecture Notes in Computer Science, pp. 123--140.

Grudin, J. (1994b). Groupware and social dynamics: eight challenges for developers. Communications of the ACM, 37(1):92--105.

Gutwin, C. & Greenberg, S. (2000). The mechanics of collaboration: Developing low cost usability evaluation methods for shared workspaces. In Proceedings of the 9th IEEE International Workshops on Enabling Technologies: Infrastructure for Collaborative Enterprises, pp. 98--103. IEEE Computer Society Washington, DC, USA.

Preece, J. (2000). Online Communities: Designing Usability and Supporting Sociability. John Wiley & Sons, Inc. New York, NY, USA.

Baker, K.; Greenberg, S. & Gutwin, C. (2002). Empirical development of a heuristic evaluation methodology for shared workspace groupware. In Proceedings of the 2002 ACM conference on Computer supported cooperative work, pp. 96--105. ACM New York, NY, USA.

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