quarta-feira, 7 de novembro de 2012

10 regras para se trabalhar com o Axure

Deixo aqui uma dica (aliás, o autor oferece um conjunto de 10 regras) interessante para quem trabalha com a ferramenta de prototipagem Axure para expor sua visão conceitual de um sistema (inclusive os colaborativos :) ). 

(As 10 regras do Fred para se trabalhar com o Axure)

O Axure é uma das ferramenta mais populares entre os projetistas de experiência do usuário (permite a criação rápida de diagramas, wireframes, protótipos e especificações. Quem ainda não a utilizou, vale à pena dar uma conferida.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Desafios para a avaliação de SiCo’s

ENCONTRAR GRUPOS ADEQUADOS, CUSTO E FALTA DE CONSENSO

Os maiores desafios para os pesquisadores e desenvolvedores de Sistemas colaborativos no que diz respeito aos processos de avaliação são encontrar grupos e ambientes que se adequem às variáveis apropriadas para a realização de avaliações, generalizar os resultados obtidos e encontrar guias para projetá-las e conduzi-las [Prates et al., 2006a].

Além disso, as avaliações são caras e não existe um consenso a respeito da metodologia a ser aplicada para sua realização [Pinelle & Gutwin, 2001].

OS 4 PRINCIPAIS DESAFIOS



No trabalho de Prates & Raposo [2006], foram apresentados alguns desafios vivenciados por avaliadores durante o planejamento e a execução de testes com usuários de Sistemas Colaborativos. Esses desafios serão listados abaixo, com discussões relacionadas a cada um deles:

Desafio 1: Determinar o número necessário de avaliadores para a avaliação: apesar de existirem alguns estudos de caso que relatam o que foi feito [Pinelle & Gutwin, 2000], e ainda que, em alguns casos, tenham sido adotadas soluções que funcionaram para aplicações mono-usuário (sem discussões maiores sobre a aplicabilidade) [Baker et al., 2001] [Pinelle & Gutwin, 2002a], essa questão não é muito discutida na área de avaliação de SiCo’s.

Desafio 2: Dificuldade de se conseguir o número necessário de participantes para o teste: Além da dificuldade de se conseguir pessoas com esse perfil dispostas a doar seu tempo para a avaliação, há ainda um complicador, que é coordenar a disponibilidade desses voluntários para se juntar os grupos.

Desafio 3: Dificuldade de se avaliar durante o teste questões de natureza social e cultural geradas pela tecnologia: a natureza de simulação dos testes impede que sejam observadas durante os testes questões relacionadas com o impacto da tecnologia no grupo, ou na organização, além de seus efeitos nas relações sociais, Essas questões só podem ser observadas se o uso da ferramenta for acompanhado em seu contexto real de utilização. Apesar disso, durante os testes podem ser colhidos indicadores que poderão ser úteis na avaliação do potencial impacto do sistema. Ainda assim é difícil definir cenários que permitam observar esses indicadores, que poderão ter outros custos associados.

Desafio 4: Identificação de problemas básicos que justificam a interrupção da avaliação: um
problema básico pode ser entendido como algo que impeça o uso pretendido do sistema, impossibilitando que ele seja avaliado em relação a determinado aspecto. A identificação desse problema justifica interromper a avaliação, corrigir o sistema e refazer a avaliação. No entanto, muitas vezes é difícil até mesmo identificar se um problema pode ou não ser caracterizado como básico.

Já enfrentou algum dos desafios acima? Possui sugestões para driblar alguns desses problemas? Compartilhe conosco! :)

REFERÊNCIAS:

Pinelle, D. & Gutwin, C. (2000). A review of groupware evaluations. In Proceedings of WET ICE 2000, pp. 86--91. 

Pinelle, D. & Gutwin, C. (2001). Group task analysis for groupware usability evaluations. In Proceedings of the 10th IEEE International Workshops on Enabling Technologies: Infrastructure for Collaborative Enterprises, pp. 102--107. IEEE Computer Society.

Pinelle, D. & Gutwin, C. (2002a). Groupware walkthrough: adding context to groupware usability evaluation. In Proceedings of the SIGCHI conference on Human factors in computing systems: Changing our world, changing ourselves, pp. 455--462. ACM New York, NY, USA.

Prates, R.; Araújo, R. & F.M., S. (2006a). Introdução a avaliação de sistemas colaborativos. Anais da escola regional de Informática de Minas Gerais, pp. 127--157.

Fonte figura: http://www.virtual.ufc.br/cursouca/modulo_3/desafios_ii.html

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Livro-texto brasileiro de Sistemas Colaborativos

Alguns dos principais pesquisadores brasileiros na área de Sistemas Colaborativos lançaram em 2011 um livro específico sobre o assunto, que tem sido adotado em disciplinas homônimas do currículo de referência da Sociedade Brasileira de Computação. Os professores Hugo Fuks (DCC PUC-Rio) e Mariano Pimentel (UNIRIO) são os autores (principais organizadores) do livro, que conta também com um capítulo específico sobre a parte de IHC que envolve SiCos, escrito pela professora e pesquisadora do Departamento de Ciência da Computação da UFMG Raquel Oliveira Prates.

                                          

O livro foi o primeiro brasileiro a abranger o estudo da computação integrado às redes sociais, tratando de sistemas de comunicação, editores cooperativos, sistemas de compartilhamento de conteúdo e de arquivos, mundos virtuais, ambientes de aprendizagem colaborativa etc.

Vale à pena dar uma olhada. Segue abaixo a descrição retirada da página da editora Elsevier:

"Sistemas Colaborativos é a tradução adotada no Brasil para designar os termos: groupware e “CSCW” (Computer Supported Cooperative Work). Neste livro, escrito por pesquisadores atuantes nessa área no país, os conteúdos sobre sistemas colaborativos estão organizados de forma disciplinar. São analisados os sistemas que dão suporte ao trabalho em grupo, tais como redes sociais, sistemas de comunicação, ambientes virtuais colaborativos, dentre outros. São discutidos os aspectos sociais relacionados ao uso e também os aspectos técnicos relacionados ao desenvolvimento dos sistemas colaborativos. O objetivo educacional do livro é promover a competência em analisar e projetar sistemas colaborativos para o trabalho e a interação na sociedade conectada."




sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Classificação de SiCo's (Síncronos - Assíncronos)

Já foi comentado aqui no Portal sobre as definições de Sistemas Colaborativos que encontramos por aí, e também sobre as dificuldades inerentes à avaliação desse tipo de sistema. E quais seriam as classificações existentes para esse tipo de sistema?

PARÂMETROS PARA CLASSIFICAR

A classificação das aplicações de Sistemas Colaborativos também é feita na literatura por diferentes parâmetros. No sistema de classificação proposto por Ellis et al. [1991], foram identificadas classes de SiCo’s. Essa classificação os aborda do ponto de vista de sua capacidade em quebrar as fronteiras de tempo e localização entre indivíduos e estabelecer a comunicação entre eles.

Sendo assim, indivíduos podem interagir estando no mesmo local ou geograficamente dispersos. Além disso, essa interação pode ser realizada em tempo real (interação síncrona) ou pode ser realizada em momentos diferentes (interação assíncrona), como mostra a figura abaixo:
Fonte: Aplicações de Sistemas Colaborativos classificadas por tempo e espaço [Ellis et al., 1991]


De acordo com a figura acima e com a pesquisa realizada por Bafoutsou & Mentzas [2002], as interações em um grupo de trabalho podem ocorrer em quatro dimensões de tempo e espaço:
  • Interação síncrona: (ou face-a-face): ocorre na mesma hora e lugar.
  • Interação síncrona distribuída: ocorre ao mesmo tempo, mas em diferentes lugares.
  • Interação assíncrona : ocorre em tempos diferentes, mas em um mesmo lugar.
  • Interação assíncrona distribuída: ocorre em tempos diferentes e lugares diferentes.
Apesar de ser mais comumente utilizada, a forma acima não é única para classificar esse tipo de sistema. Em breve a gente volta a discutir por aqui algumas outras existentes.

REFERÊNCIAS:

Ellis, C.; Gibbs, S. & Rein, G. (1991). Groupware: some issues and experiences. Communications of the ACM, 34(1):58.

Bafoutsou, G. & Mentzas, G. (2002). Review and functional classification of collaborative systems. International Journal of Information Management, 22(4):281--305.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Feedthrough (percepção sobre as atividades dos outros)

Na publicação anterior, foram apresentados os mecanismos de percepção (ou awareness) em Sistemas Colaborativos. 

Outra particularidade desse tipo de sistema em relação às aplicações mono-usuário diz respeito ao feedback  (provimento de informação sobre uma ação executada) oferecido aos usuários (durante a interação) por meio da interface.

COMO SABER O QUE OS OUTROS ESTÃO FAZENDO

Quando artefatos em ambientes de grupo são manipulados, aquilo que normalmente serviria de feedback  para o usuário que executa a ação pode também informar outros usuários que estão assistindo o mesmo ambiente. Esse mecanismo de percepção sobre as atividades dos outros membros na interface de SiCos é chamado de feedthrough.





A necessidade de apoiar o suporte a awareness (e, consequentemente, ao feedthrough) em SiCo’s é uma das principais preocupações na sua concepção. Salvo raras exceções, esse apoio geralmente envolve soluções particulares para problemas de domínio específico e abordagens isoladas que são difíceis de generalizar para outras situações. Como conseqüência, os projetistas devem reinventar o awareness para cada nova aplicação, com base em sua experiência de o que é, como funciona e como ele é usado nas tarefas [Pinelle & Gutwin, 2001].

Sistemas Colaborativos síncronos e assíncronos, por exemplo, diferem quanto às suas necessidades por awareness, uma vez que usuários obrigatoriamente trabalhando ao mesmo tempo terão necessidades de percepção diferentes daqueles que não precisam trabalhar simultaneamente. 

Segundo Gutwin & Greenberg [1998], diferentes representações do espaço de trabalho e seus objetos podem tornar as tarefas individuais mais fáceis, mas também podem restringir a comunicação sobre os objetos, sendo mais fácil manter a percepção quando uma mesma representação é mantida. Assim, o projetista de um Sistema Colaborativo deve decidir entre beneficiar atividades individuais ou priorizar a percepção das atividades coletivas.

E você, já sabe que mecanismos de suporte a awareness e ao feedthrough usar no projeto do seu sistema? 

REFERÊNCIAS:


Pinelle, D. & Gutwin, C. (2001). Group task analysis for groupware usability evaluations. In Proceedings of the 10th IEEE International Workshops on Enabling Technologies: Infrastructure for Collaborative Enterprises, pp. 102--107. IEEE Computer Society.

Gutwin, C. & Greenberg, S. (1998). Design for individuals, design for groups: tradeoffs between power and workspace awareness. In Proceedings of the 1998 ACM conference on Computer supported cooperative work, p. 216. ACM.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Awareness (ou percepção)

AFINAL, COMO SABER O QUE ESTÁ ACONTECENDO?

Estar atento aos demais membros do grupo e às atividades por eles desempenhadas representa um papel importante na fluidez e na naturalidade do trabalho conjunto [Gutwin & Greenberg, 1999a], o que faz dos mecanismos de awareness (ou percepção) peças-chave para qualquer Sistema Colaborativo (uma vez que perceber, reconhecer e compreender as atividades dos outros é um requisito básico para a interação humana e a comunicação em geral).



Awareness é o conhecimento global sobre as atividades e o grupo. Em outras palavras, refere-se a ter conhecimento das atividades do grupo, saber o que aconteceu, o que está acontecendo e/ou o que poderá vir a acontecer, além do próprio conhecimento do que é esse trabalho e o grupo nele envolvido [Sohlenkamp, 1998].


FONTES DE AWARENESS

Em espaços compartilhados de Sistemas colaborativos, os artefatos servem como uma grande fonte de informações de awareness. Eles podem fornecer um conjunto de informações visuais por: serem representações de objetos físicos, formarem relacionamentos espaciais com outros objetos, conterem símbolos como palavras, figuras e números, e seus estados serem frequentemente mostrados em sua representação física.










REFERÊNCIAS:

Gutwin, C. & Greenberg, S. (1999a). A framework of awareness for small groups in shared-workspace groupware. J CSCW.

Sohlenkamp, M. (1998). Supporting group awareness in multi-user environments through perceptualization. Paderborn: Fachbereich, Mathematik-Informatik der Universit "at-Gesamthochschule.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sobre a Interação Humano-computador

Que tal se discutíssemos um pouco a interação humano-computador no contexto da ciência da computação?

RESOLVER PROBLEMAS E FAZER O SIMPLES DE FORMA RÁPIDA

É papel da ciência da computação o desenvolvimento de métodos para a resolução de problemas modelados a partir de formalizações matemáticas de algoritmos, de modo que a representação do conhecimento e seu tratamento possam ser feitos por qualquer dispositivo capaz de armazenar e manipular informações.


É objetivo também da ciência tornar aquilo que inicialmente tenha configuração complexa e abstrata o mais próximo possível das operações mais elementares que existem, para serem processadas por dispositivos que façam o simples de forma extremamente rápida.

                                                                                 Fonte: http://educador.brasilescola.com

ANALOGIA HOMEM-MÁQUINA

Um estudioso da área de computação consegue então facilmente aproximar a organização dos computadores, com suas divisões e sistemas, da constituição daquela que talvez seja a mais perfeita das máquinas existentes na natureza: o corpo humano. 

                                                                                 Fonte: http://erealityhome.wordpress.com 

Seja para transportar substâncias, sustentar estruturas, armazenar e processar o conhecimento, cada célula, tecido ou sistema é responsável pelo exercício de funções cruciais para o funcionamento do corpo como um todo. Em sistemas computacionais, as responsabilidades também são bem divididas e não é difícil entender o que pode ter servido como referência para a criação dos modelos de redes, placas, bancos de dados e processadores. 

                                       
                                                                                          Fonte: http://vivendocidade.com 
COLABORAÇÃO, E NÃO SUBSTITUIÇÃO

Mas entender o que faz da computação uma ciência essencialmente muito diferente da biológica é que define como as duas poderão se relacionar e nunca serem tratadas da mesma forma.

A proximidade entre os dois modelos serve apenas para ilustrar o quão atrelados poderão estar humanos e máquinas no cotidiano, à medida que o desenvolvimento tecnológico se sucede e o tratamento da informação exige a participação conjunta das duas partes. A dificuldade estaria então na criação de mecanismos que possibilitassem a maior e melhor forma de comunicação e colaboração entre pessoas e máquinas, e não na substituição de um pelo outro.


                                                                                           Fonte: http://psiquecienciaevida.uol.com.br

O DESENVOLVIMENTO DA IHC

Não imagino que do advento da computação tenha surgido o interesse em fazer com que objetos e produtos funcionem (ou possam ser operados) de forma correta e mais adequada. Mas é inegável que o desenvolvimento dos recursos computacionais (componentes e programas), que são embutidos em produtos das mais diversas categorias para potencializar suas funcionalidades, tenha aumentado a importância de se projetar priorizando a qualidade de uso. E justamente nesse sentido que o interesse pela pesquisa na área de Interação Humano-Computador se desenvolveu.

A IHC é uma área multidisciplinar, e por isso não possui uma definição estrita. A Comissão Especial de Interação Humano-Computador (CEIHC) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) apresenta uma definição para área bastante simplificada:

Interação Humano-Computador (IHC) é uma área de pesquisa dedicada a estudar os fenômenos de comunicação entre pessoas e sistemas computacionais (CEIHC, 2011).

Outra definição que costuma ser bastante referenciada é a do autor Hewett (Preece et al, 2005; Baranauskas & Rocha, 2003; Silva & Barbosa, 2010; ACM SIGCHI , 1992):

IHC é a disciplina preocupada com o projeto, a avaliação e a implementação de sistemas computacionais interativos para uso humano e com o estudo de fenômenos importantes que os rodeiam (Hewett et al., 1992 apud Silva & Barbosa, 2010, p.10).

terça-feira, 17 de julho de 2012

Avaliação de SiCo's: o que é

Avaliar é determinar o valor de um artefato com base em certos critérios. Para o caso de softwares, a avaliação é, a princípio, uma verificação das capacidades do sistema em atender àquilo que lhe foi requisitado. 

POR QUE AVALIAR A INTERFACE?

Da mesma forma que os testes de funcionalidades são necessários para se verificar a robustez do software, a avaliação de sua interface é fundamental para que sua qualidade de uso seja analisada [Preece et al.,2005], já que ela  é a parte do sistema com que o usuário entra em contato para executar ações desejadas no sistema.


             Fonte: http://www.userexpertise.com

DIFICULDADES PARTICULARES DE SICOs

No caso de Sistemas Colaborativos, a avaliação é especialmente difícil por uma série de razões, incluindo o efeito do comportamento e da personalidade dos membros do grupo; além das dinâmicas sociais, econômicas e políticas que os envolvem



                                                                  


Há ainda a grande importância do tempo nesse tipo de avaliação, já que as interações do grupo podem desdobrar-se em dias ou até mesmo semanas. Dessa forma, é necessário se identificar, sobretudo, quais aspectos devem ser avaliados, assim como os métodos a serem utilizados para a sua avaliação [Baker et al., 2001]. 


                                          
                                    IDEIA DE SICOs SENDO ACESSADO POR DIFERENTES DISPOSITIVOS E EM DIFERENTES MOMENTOS                                                                              
                                                                                  Fonte: http://sistemasupa2.blogspot.com.br 


Cabe aos métodos de avaliação de Sistemas Colaborativos distinguir então problemas causados pelo projeto da interação humano-computador (IHC) daqueles existentes em contextos sociais.

POR QUE MÉTODOS PARA SISTEMAS MONO-USUÁRIO NÃO FUNCIONAM?

Por não considerarem todas as dimensões de interação que existem em aplicações de grupo, os métodos de avaliação de aplicações mono-usuário não são suficientes para avaliar Sistemas Colaborativos [Grudin, 1994b], Gutwin & Greenberg [2000]p, [Preece, 2000], [Baker et al., 2002].

REFERÊNCIAS:

Preece, J.; Rogers, Y. & Sharp, H. (2005). Design de interação: além da interação homem-computador. Bookman: Porto Alegre, RS.

Baker, K.; Greenberg, S. & Gutwin, C. (2001). Heuristic evaluation of groupware based on the mechanics of collaboration. Lecture Notes in Computer Science, pp. 123--140.

Grudin, J. (1994b). Groupware and social dynamics: eight challenges for developers. Communications of the ACM, 37(1):92--105.

Gutwin, C. & Greenberg, S. (2000). The mechanics of collaboration: Developing low cost usability evaluation methods for shared workspaces. In Proceedings of the 9th IEEE International Workshops on Enabling Technologies: Infrastructure for Collaborative Enterprises, pp. 98--103. IEEE Computer Society Washington, DC, USA.

Preece, J. (2000). Online Communities: Designing Usability and Supporting Sociability. John Wiley & Sons, Inc. New York, NY, USA.

Baker, K.; Greenberg, S. & Gutwin, C. (2002). Empirical development of a heuristic evaluation methodology for shared workspace groupware. In Proceedings of the 2002 ACM conference on Computer supported cooperative work, pp. 96--105. ACM New York, NY, USA.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O que são Sistemas Colaborativos

Sistemas colaborativos (ou SiCo's) podem ser entendidos como sistemas computacionais destinados a promover a interação entre grupos de usuários, para fins de trabalho, ensino ou entretenimento, sem necessariamente os envolvidos estarem no mesmo local, ao mesmo tempo.


O QUE ESTÁ POR TRÁS DA DEFINIÇÃO?

O conceito de SiCo’s engloba aplicações que facilitem desde o encontro e a comunicação entre indivíduos, até o apoio a atividades complexas como a realização de reuniões e a construção de produtos de software em conjunto. Tais sistemas permitem o compartilhamento de recursos, a coordenação das atividades, a comunicação e a troca de idéias entre os participantes.


                                              IDEIA CONCEITUAL DE UM SICO SENDO ACESSADO POR DIFERENTES DISPOSITIVOS
                                                            Adaptado de: http://www.bobyhermez.com/2012/01/groupware-technology/ 



O GOOGLE DOCS É UM EXEMPLO DE UM SISTEMA COLABORATIVO

PARTICULARIDADES DE SISTEMAS COLABORATIVOS

Em Sistemas Colaborativos, os usuários precisam interagir não apenas com o software, mas também utilizá-lo para interagir com os demais usuários. Insumos - como pessoas, tarefas e tecnologia podem influenciar diretamente os resultados, alterando as formas com que os membros do grupo interagem uns com os outros [Dourish, 2001]. Tratar diferenças individuais de um mesmo grupo, a diversidade na organização dos grupos e a divisão das atividades entre os membros de um determinado grupo são desafios a mais a serem considerados nesse tipo de aplicação [Prates & de Souza, 2002].

REFERÊNCIAS:

Mattos, B. A. M. (2010). Uma extensão do método de avaliação de comunicabilidade para sistemas colaborativos, 

Dourish, P. (2001). Seeking a foundation for context-aware computing. Human-Computer Interaction, PPGDCC-UFMG.

Prates, R. & de Souza, C. (2002). Extensão do Teste de Comunicabilidade para Aplicações Multi-usuário. Cadernos do IME, 13:46--56.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Boas-vindas!

Você se interessa pelo projeto e avaliação de interfaces interativas? Acha que a experiência dos usuários ao utilizar dispositivos computacionais seria imensamente melhorada se fizéssemos os devidos investimentos?

Acha também que pode aprender mais (e contribuir com seus conhecimentos) para desenvolver recursos para facilitar o trabalho em grupo (e individual) por meio de um software?

Então esse é também o seu espaço!

Serão disponibilizados aqui conteúdos e referências às diversas subáreas de pesquisa de Interação Humano-Computador (IHC) e Trabalho Cooperativo Auxiliado por Computador (CSCW), além de experiências e conhecimentos relacionados à minha atividade profissional e acadêmica nessa área.

É um prazer receber sua visita. Em caso de dúvida, sugestão ou interesse em estreitar nosso diálogo, não deixe de escrever.

Agradeço muito a visita e aguardo opiniões e contatos! :)